Atlético Mineiro lança criptomoeda chamada GaloCoin

O Atlético Mineiro permitirá que os fãs comprem ingressos para jogos, roupas oficiais e participem de programas de descontos, através do um Token.

Para usar o token do clube, é preciso comprar pelo menos 50 GaloCoins, que é exatamente R$50. Cada token está cotado em R$1.

Essa não é a primeira iniciativa feita no Brasil, ligada à criptomoedas. O Avaí há pouco tempo lançou um ICO, que resultou em insucesso. Todos fundos angariados com a campanha serão devolvidos.

Um fracasso já previsto por esse portal, após conversa com os dirigentes da Sportyco, responsável pela infraestrutura do projeto. O erro primal era calcado em dois itens: não havia uma ponte fácil para compra de bitcoin ou ethereum (uma exchange, por exemplo) e as compras eram feitas por cartão de crédito, para um público sem histórico de compra desse tipo de ativo.

A consideração de um Token de “Futebol” emitido por cada clube em uma liga ou a própria associação fornecerá muitos benefícios adicionais para ambos os clubes e torcedores, trazendo-os juntos com um interesse comum nos negócios envolvendo o esporte. A tokenização fornecerá aos clubes um novo modelo de financiamento, que envolve design de token e serviços de emissão.

O futebol é o esporte mais popular do mundo, então, naturalmente, isso abre grandes oportunidades de tokenização e uso da tecnologia blockchain.

Já começamos a ver vários clubes em parceria com empresas de blockchain, como a recente parceria entre Cashbet Coin e Arsenal ou o acordo do Leicester City com a FansUnite  e o acordo da eToro com 7 clubes da Premier League: Tottenham Hotspur, Newcastle United, Leicester City, Crystal Palace, Southampton, Cardiff City e Brighton & Hove Albion.

Assim como os clubes que fazem parcerias importantes, também começaremos a vê-los explorando os muitos outros benefícios de uma indústria de US$ 40 bilhões.

O Atlético Mineiro, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro e o lançamento de sua altcoin GaloCoin, é uma novidade.

O anúncio foi feito em uma apresentação ao vivo no Youtube pelo Diretor de Administração e Controle do clube, Plínio Signorini.

“O objetivo é oferecer benefícios para o torcedor, mas também trazer resultados para o clube. A ideia é fazer lançamentos e parcerias contínuas nesta plataforma. Queremos fortalecer cada vez mais o Atlético, não só do ponto de vista administrativo, mas também esportivo”, disse Plínio.

A GaloCoiné baseada na plataforma Footcoin, que distribui utility através da blockchain do Ethereum e se integra às plataformas tradicionais de e-commerce e meios de pagamento, permitindo o uso das criptomoedas para adquirir produtos e serviços.

O Atlético Mineiro pretende criar um marketplace onde as GaloCoins poderão ser utilizadas para a compra de ingressos, títulos de sócio-torcedores, merchandising do clube e etc.

O whitepaper do projeto não foi divulgado, mas o diretor do clube afirmou que poderão ser emitidas até 1 bilhão de GaloCoins, que já podem ser adquiridas no site oficial do projeto ao custo de R$1 cada.

Na Europa, o Paris Saint-Germain, time de Neymar, e a Juventus, de Cristiano Ronaldo, também têm os seus projetos próprios utilizando a tecnologia blockchain.

 

 

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