Dá pra confiar nos produtos brasileiros das empresas de MMN? (Por Claudio Di Lucca)

Recentemente tive a oportunidade de conhecer um laboratório que fabrica nutracêuticos e medicamentos de altíssimo nível. Eles possuem um centro de pesquisa para criar produtos para a indústria farmacêutica e para empresas que desejam lançar produtos próprios.

Quão grande não foi minha decepção, ao saber que uma renomada empresa de MMN, impressionada com a qualidade e estrutura do laboratório, solicitou orçamento para que esta produzisse seu shake de emagrecimento, mantendo a fórmula que já comercializam.

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O corpo científico do laboratório ao avaliar a fórmula, se viu obrigado a comunicar que não poderiam fabricar tal produto, uma vez que o mesmo não tinha a qualidade necessária e nem uma fórmula que gerasse os resultados que o produto deveria oferecer.

O laboratório se ofereceu para desenvolver nova fórmula de um produto de qualidade que garantisse o resultado prometido.

E pasme, a empresa disse que não teria como desenvolver um produto de qualidade, porque sairia caro demais e não teria preço para competir com os concorrentes.

Ou seja, o empreendedor compra produtos de baixa qualidade, acreditando que os produtos funcionem, quando na verdade eles não cumprem o que prometem, porque qualidade custa mais caro e nestes casos, o empreendedor não paga.

Este episódio não foi único e nem exceção.

Existe uma tabela de preços comum no mercado, onde os perfumes, shakes, energéticos e nutracêuticos, precisam estar na mesma faixa de preço e todos nivelados por baixo.

O empreendedor e o cliente final estão comprando gato por lebre. Pagando um preço acessível para produtos inócuos.

Não posso, não devo e não quero generalizar, mas venhamos e convenhamos, o Marketing Multinível quando foi criado, oferecia produtos inovadores e de altíssima qualidade.

Como eram produtos com excelência e que funcionavam, as empresas cobravam o preço certo para manter a qualidade, garantindo os resultados nas pessoas.

Aqui no Brasil, o que se vê, são fórmulas de baixa qualidade, para que a empresa consiga multiplicar por no mínimo sete o valor e dessa forma garantir um preço competitivo, com produto ruim e que todos pressupõe serem bons.

 

“Todo empreendedor acredita ser verdade o que as empresas falam, pregam e divulgam. Mas dá para confiar?”

 

ALGUMAS SUGESTÕES E SOLUÇÕES:

  1. Os empreendedores deveriam relatar a empresa o real resultado, positivo ou negativo do uso de produtos. Sendo negativo, é fundamental compartilhar com a linha ascendente para que a informação chegue aos Tops Líderes, afim de que estes repassem para a empresa. O problema, é que os líderes agem de forma defensiva, não querendo acreditar nas críticas, porque até por autossugestão, tudo o que a empresa faz e fabrica é maravilhoso e perfeito. Mas em empreendedor não pode deixar sua inteligência de lado, tampouco seu senso profissional. Criticas construtivas e testemunhos de uso de produtos são indispensáveis para que a empresa possa aperfeiçoar produtos e corrigir rotas.

 

  1. Empresas deveriam disponibilizar uma central de atendimento ou um canal para aferir a eficácia de produtos, através do feedback do empreendedor e do cliente final.

 

  1. As empresas deveriam lançar produtos com testes científicos que provem a qualidade e as promessas de seus produtos. E deveriam divulgar estes estudos.

 

  1. Os produtos deveriam ser testados por algum órgão confiável e imparcial, que garanta as promessas feitas nas propagandas e nos rótulos. Infelizmente a ANVISA não o faz.

 

  1. Poderia ser lançado um selo de qualidade para os produtos de empresas de MMN, até que as mesmas aprendam a agir com distinção, com respeito, com verdade e com o real compromisso de oferecer o que há de melhor para as pessoas, ao preço justo e certo. É melhor um produto que funcione com 30% de lucro, do que um que o empreendedor ganhe 100% e que seja placebo.

Pensem nisso.

Quer questionar algum produto ou falar sobre esse tema? Mande um e-mail para: editoria@sucessonetwork.com.br

 

Claudio Di Lucca

É o CEO da revista Sucesso Network e também deste portal. Possui 30 anos de experiência na indústria de Venda Direta e MMN.

É tido como um dos melhores palestrantes do segmento, além de pesquisador e estudioso dos assuntos que regem o MMN.

Suas palestras estão fazendo enorme sucesso, criando crenças, destruindo as limitações de cada empreendedor,  motivando e fornecendo estratégias e sabedoria para empreendedores.

É o presidente da Abranetwork (Associação Brasileira de Network Marketing) que representa os interesses de mais de 5 milhões de pessoas que trabalham neste segmento no Brasil.

É um dos  maiores defensores de empresas responsáveis e empreendedores profissionais, motivo pelo qual, fundou a UNIVERSIDADE SUCESSO e a TV Sucesso.