Como fazer sucesso em uma era dinâmica (Por Paulo Matias)

“A revolução não acontece quando a sociedade adota novas ferramentas.
Acontece quando a sociedade adota novos comportamentos.”
                                                                                                     Clay Shirky

É inegável que a sociedade como um todo passa por profundas transformações. As mudanças socioculturais das últimas décadas têm influenciado e muito no modo como compramos e consumimos produtos e serviços.

O velho marketing de interrupção cedeu lugar ao de permissão, vale muito mais o relacionamento por relevância que simplesmente pelo apelo comercial.

Hoje não basta o estudo das cores da logomarca para atrair a atenção do cliente, nem investir pesado em mídia de massa para construir a tão falada “qualidade percebida” que, de acordo com a velha economia, trata-se da capacidade de influenciar o julgamento do cliente em favor do produto ou serviço antes mesmo deste experimentá-lo.

Não é preciso explicar a frase no cabeçalho deste artigo, pois nossos comportamentos são diferentes que os da década de 70, e qualquer ação de marketing ou iniciativa de negócios que não estiverem antenados e alinhados com essas mudanças será um desperdício de recursos.

Muitos ainda preservam suas “ideias de estimação” que até foram importantes n’outras épocas, mas totalmente obsoletas hoje.

A era industrial, a que precedeu a da informação, foi importantíssima para a evolução social no século passado, ela definiu a economia de produção cujo motor era o capital e o proletariado.

Dela herdamos o processo de RH, cuja finalidade é escolher as pessoas como um “recurso” que comporá a produção que atenda os objetivos das empresas.

É de lá que vieram também, a mentalidade de tarefas por tempo delimitado, cargos e salários, carreira e sobretudo, submissão a chefia – O surgimento da cultura operária.

Essa cultura delega para as instituições e até para outros, a responsabilidade que cada um de nós tem com o próprio crescimento pessoal e profissional.

Isso é tão sério que, mesmo tendo um negócio próprio, pessoas com mente de operário, estão sempre na reativa, esperam as coisas acontecerem, delegando para os parceiros comerciais, clientes, familiares e a ambientes, o poder que só a elas cabem – a de criar sua própria evolução e construir seus próprios resultados.

Imaginar é o princípio da criação. Nós imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, finalmente, criamos aquilo que queremos.

George Bernard Shaw

A criação é um ato pessoal, original e intransferível, por isto não pode ser imitado ainda que alguém tente fazer igual.

Verdadeiros empreendedores são criadores e somente por isso são realizadores.

Os negócios mais bem-sucedidos da história humana foram criados; os produtos mais bem sucedidos não buscaram a opinião pública nem os conceitos do velho marketing com suas análises de mercado.

Seus realizadores anteciparam-se ao senso comum para criarem seus mercados.

O fato é que as pessoas, como disse Steve Jobs, não sabem o que querem até que mostremos isso a elas.

Uma opinião não define o sucesso de uma ideia, mas, a capacidade de seu idealizador em “mostrar seu valor para o mercado ainda inconsciente de sua utilidade”. Não basta descobrir ou seguir tendências, faz-se necessário criá-las e conduzí-las!

A informação vem pelo estudo do passado, o Conhecimento vem pelo estudo do futuro”

Paulo Matias Santhi

Neste cenário sem precedentes na economia mundial, precisamos abandonar as certezas e fazermos uma leitura do futuro, construir no presente aquela oportunidade invés de  esperar outros realizarem .

Toda pessoa empreendedora se torna pioneira em seu segmento. Toda empresa visionária, sensível às mudanças psicossociais se adequará a nova visão de distribuição de renda e experiências – a Economia Compartilhada.

O conceito de Economia Compartilhada, do Compartilhamento ou Colaborativo passou a ser utilizada após os anos 2000 em função do desenvolvimento das tecnologias da informação, criando uma nova vertente que supera a velha forma econômica que se valida pela administração de recursos escassos.

A Economia Compartilhada propõe a divisão dos recursos para que estes sejam acessíveis a todos e, portanto, não mais escassos.

Desbrave oceanos azuis, separe-se do mercado competitivo.

Migre para o mercado cooperativo, esmere-se na construção de uma estrutura que transforme sua organização em um organismo, se é que me entende.

Alinhe-se aos valores das pessoas promovendo fluidez de forma natural no processo de multiplicação de sua rede de empreendedores (as).

SERMOS OS PRIMEIROS NO MUNDO em qualquer segmento significa  sempre estarmos um passo à frente!

É ajudarmos as pessoas verdadeiramente, termos o ser humano e seus sonhos como alvo primaz.

A prioridade numa cultura educativa deve ser a transmissão de know-how, de conhecimento, de habilidades para  forjar comportamentos de sucesso.

Isto não se terceiriza esse privilégio para pessoas fora de seu negócio. Nunca delegue a ninguém a educação das pessoas que fazem parte  de seu negócio.

Muitos oportunistas podem prometer, mas jamais poderão realizar dentro de sua empresa o que somente você pode.

A razão é simples – somente quem gera pode cuidar de uma ideia em sua forma original.

Ninguém pode ser grande sem ajudar outros a também o serem, da mesma forma, não há negócio que dure se as pessoas não forem as principais autoras da empresa, em vez de simples recursos humanos.

É possível fazer algo assim e não cair em retórica demagógica, nem depender do ambiente ou da política para promovermos nossas realizações. Saiamos do vitimismo, da zona de conforto, da autocomiseração, das desculpas que inventamos para justificar nossos resultados negativos na vida e nos negócios.

Para tal, se fará necessário mudarmos nossa mente, aplicar nossos dons pessoais na proposta de uma empresa inovadora e ajudar verdadeiramente outras pessoas, para juntos, chegarmos ao topo.

Se realmente quer algo, mude seu comportamento em direção a isso, alinhe-se psicologicamente, emocionalmente e fisicamente ao que realmente quer.

Aliás, qual é seu por quê? Qual é o seu motivo?

A pergunta é nossa, a resposta é sua!

 

Paulo Matias Santhi                                                                                                     É Gestor de negócios, Comunicador, Escritor , Self & Professional Coach.  www.paulomatias.com.br

 

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