Como a Europol está combatendo as Pirâmides de Criptomoedas na Europa

O trabalho da Europol no combate a crimes financeiros com riptomoedas na Europa, passa pelo rastreamento delas e de uma definição de estratégias agressiva de atuação nessa área.

As Criptomoedas nasceram em cantos sombrios da Internet e a grande maioria está na opinião da Europol, associadas a atividades ilícitas e a comunidades que deixam as agências de aplicação da lei nervosas — mesmo que não estejam fazendo nada de errado.

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Porém, as agências têm uma certa razão. Com a crescente popularidade e valorização, as Criptomoedas têm sido adotadas por redes criminosas de forma sistêmica.

A Polícia Metropolitana de Londres afirmou que é comum hoje em dia, a polícia verificar smartphones apreendidos em busca de carteiras de Criptomoedas. São várias as forças de aplicação da lei dando os primeiros passos para confiscar Criptomoedas a criminosos após uma detenção.

Como cada vez mais indivíduos e criminosos se envolvem no mercado de Criptomoedas as forças policiais têm de encontrar novas formas de resolver o problema — especialmente porque a privacidade das Criptomoedas frustram uma das suas principais táticas tradicionais para investigação de crimes: seguir o dinheiro.

Embora não seja fácil rastrear as Criptomoedas, não é impossível.

Na Europa, grande parte da atividade de rastreamento, acontece através de estratégias de atuação interligando as várias centenas de agências de aplicação da lei em todo o continente, administrando um sistema centralizado para acesso a informação e partilha de táticas e frequentando reuniões de negócios.

Jarek Jacubchek trabalha no centro de crime cibernético da Europol, uma divisão focada em crime com recurso à alta tecnologia e disponível para ajudar outras forças a avançar em áreas fora das suas capacidades. Esta divisão da Europol é também responsável pelo crime relacionado com Criptomoedas.

Jacubchek não revelou quantos colaboradores lidam atualmente com este setor, mas disse que o número aumentou acentuadamente no último ano. O seu trabalho poderá incluir a consulta de grandes bases de dados de endereços IP e de identificadores de carteiras digitais ligados a indivíduos de interesse ou a condução de novas buscas.

Os resultados encontrados podem proporcionar pistas para detetives ou podem conceder as provas necessárias para a realização de uma detenção. Sua divisão também produz guias de atuação para outras agências — sem (ou com menor) experiência no setor.

A Europol investiga diariamente plataformas de câmbio, corretoras e outras entidades necessárias para lidar com a Bitcoin e semelhantes. Além disso, a Europol organiza todos os anos uma conferência dedicada às Criptomoedas, um encontro fechado ao público onde especialistas e polícia podem falar abertamente.

Em comunicado de imprensa após a conferência de 2017, a Europol afirmou que cerca de 150 investigadores juntamente com representantes do mundo das Criptomoedas de várias partes do globo se reuniram.

Participaram representantes das seguintes Criptomoedas: Bitcoin, Bitfinex, BitPanda, Bitonic, Bitstamp, BitPay, Coinbase, Cubits, LocalBitcoins, SpectroCoin e Xapo.

” A conferência tem tido resultados práticos e encorajam as forças de aplicação da lei, e todas as partes envolvidas, a fortalecerem procedimentos para conhecer o investidor, seguindo modelos da finanças tradicional, solicitando provas de identidade, endereços e semelhantes para acesso aos serviços. Algumas também pedem a submissão de fotos.