Como aceitar, refletir e aprender com o fracasso

Dê uma boa olhada em qualquer vida de sucesso e você descobrirá um legado de falhas. No entanto, é importante distinguir entre experiências fracassadas e falhas no sentido platônico da palavra.

A falha experimental acontece quando você tenta algo, e isso não funciona da maneira que pretendida. Todos nós já experimentamos esse tipo de falha antes. Talvez você já tenha tido coragem de convidar alguém para sair e tenha sido rejeitado. Ou, talvez, tenha lançado um novo produto no mercado que foi ignorado pelos consumidores ou convidado pessoas para conhecer sua oportunidade e recebeu uma recusa.

Independentemente da forma, esse tipo de falha experimental dói, mas tem um lado positivo. Essas experiências nos permitem aprender com nossos erros, encontrar novas soluções e crescer como indivíduos.

Já o verdadeiro fracasso, no sentido platônico da palavra, não é algo que nos acontece, e sim algo que escolhemos para nós mesmos e que ocorre quando permitimos que a dor de nossas falhas experimentais mude nossos corações e nossas mentes para pior.

Ao olhar para a minha vida até hoje, percebo que é uma história de falhas em série, pontuadas por momentos tranquilos de sucesso. Esta declaração não pretende ser desanimadora. Em vez disso, digo com orgulho que falhei muito porque tentei muitas coisas diferentes. Nunca deixei o medo me impedir de novas experiências.

Algumas das iniciativas que fiz no passado deram errado, mas eu não deixei que esse fato me impedisse de seguir em frente.

Houve momentos dolorosos, em que cheguei perto de desistir e até deixei que a dor mudasse minha visão de mundo. Mas toda vez que cheguei ao precipício de um fracasso real, descobri uma maneira de me recompor, graças a um processo de raciocínio que aprimorei nos últimos anos.

Veja, na galeria de fotos abaixo, 3 lições sobre como aceitar, refletir e aprender com o fracasso:

1. Lembre-se do lavrador e da queda de Ícaro
Há uma pintura famosa, “Paisagem com a Queda de Ícaro”, frequentemente atribuída ao pintor holandês Pieter Bruegel.

A pintura retrata um agricultor arando um campo com vista para o mar. Ao fundo, há navios no porto, presumivelmente tratando de negócios. E apenas no canto inferior direito da pintura é possível ver uma pequena figura de Ícaro, afogando-se na água.

Ícaro, para quem não lembra, era o filho do inventor Dédalo, que escapou do cativeiro com seu pai, por meio de asas unidas com cera. Fascinado pela experiência do voo, Ícaro ignorou os avisos do pai e voou muito perto do Sol, que derreteu a cera que mantinha suas asas juntas, e ele caiu no mar, onde se afogou.

Dada a natureza trágica da história, é um tanto surpreendente ver que o personagem Ícaro desempenha um papel tão pequeno na pintura. Em vez disso, é o agricultor que ocupa a maior parte da cena.

É importante notar que que o homem não se importa com o sofrimento de seus companheiro.

Penso nisso em um sentido ligeiramente diferente ao confrontar a dor dos meus fracassos. Nós tememos o fracasso em parte porque tememos que as pessoas que testemunham isso, de alguma forma, julguem-nos menor.

A verdade é que a maioria das pessoas está tão preocupada com a própria vida que mal percebe seu fracasso ou sofrimento. Assim como o lavrador ignorou Ícaro se afogando no mar, as pessoas ao seu redor não se importam com seus fracassos e, portanto, não pensam menos de você.

Esta é uma boa lição para lembrarmos em nossa vida pessoal e profissional. Nossos sofrimentos nunca são tão devastadores quanto pensamos que são. O mundo seguirá em frente, e nós também.

 

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